Divagações
   25 anos

 

Depois de uma maravilhosa, porém curta, noite de sono -- do tipo que há muito não me envolvia, tão gostosa quanto breve, eis-me no primeiro quarto de século. A juventude mais tenra se foi, e com ela as escusas de adolescência; a idade adulta, comigo há tão pouco, ainda tem o sabor de promessas e alguma realização.

Hoje é dia de olhar-me no espelho e refletir sobre como tantas experiências, minúsculas ou marcantes, da infância à juventude, culminaram no que sou agora: o ápice de minha própria vida. Ao menos, até o presente. Que seja. É a lei dos mundos. Possa cada amanhecer trazer um novo apogeu, ano após ano, até o repouso final, esse sim o clímax... e quem sabe o reinício.

Afinal, já bem disse Gibran: Nascimento e Morte são as duas mais nobres expressões de bravura.

Um excelente dia 27 para todos. Para mim, a cada vez que ele chega, tenho a certeza de que ainda tenho o que fazer neste temível e adorável caos que chamamos de vida... 



 Escrito por Rodrigo Farias às 10h38
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   Assassinos em Columbine

Às vezes, um assassino é exatamente isso: um assassino. Em certos casos, especialmente os clamorosos, pode ser muito útil tirar as lentes ideológicas e deixar que o senso comum tenha voz.

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The New Tork Times:

OP-ED COLUMNIST

The Columbine Killers

By DAVID BROOKS

Published: April 24, 2004

Five years ago, Eric Harris and Dylan Klebold shot up Columbine High School. Now it's clear that much of what we thought about that horror was wrong.

In the weeks following the killings, commentators and psychologists filled the air with theories about what on earth could have caused those teenagers to lash out as they did. The main one was that Harris and Klebold were the victims of brutal high school bullies. They were social outcasts, persecuted by the jocks and the popular kids. But there were other theories afloat: they'd fallen in with a sick Goth subculture; they were neglected by their families; they were influenced by violent video games; they were misfits who could find no place in a conformist town.

All these theories had one theme in common: that the perpetrators were actually victims. They had been so oppressed and distorted by society that they struck back in this venomous way. In retrospect, it's striking how avidly we clung to this perpetrator-as-victim narrative. It's striking how quickly we took the massacre as proof that there must be something rotten at Columbine High School.

As we've learned more about Harris and Klebold, most of these misconceptions have been exposed. The killers were not outcasts. They did not focus their fire on jocks or Christians or minorities. They were not really members of a "Trenchcoat Mafia."

This week, in a superb piece in Slate magazine, Dave Cullen reveals the conclusions of the lead F.B.I. investigator, Dwayne Fuselier, as well as of the Michigan State psychiatrist Frank Ochberg and others who studied the Columbine shootings.

Harris and Klebold "laughed at petty school shooters," Cullen reports. They sought murder on a grander scale. They planned first to set off bombs in the school cafeteria to kill perhaps 600. Then they would shoot the survivors as they fled. Then their cars, laden with still more bombs, would explode amid the rescue workers and parents rushing to the school. It all might have come off if they had not miswired the timers on the propane bombs in the cafeteria.

What motivated them? Here, Cullen says, it is necessary to distinguish Klebold from Harris. Klebold was a depressed and troubled kid who could have been saved. Harris was an icy killer. He once thought about hijacking a plane and flying it into Manhattan.

Harris wasn't bullied by jocks. He was disgusted by the inferior breed of humanity he saw around him. He didn't suffer from a lack of self-esteem. He had way too much self-esteem.

It's clear from excerpts of Harris's journals that he saw himself as a sort of Nietzschean Superman — someone so far above the herd of ant-like mortals he does not even have to consider their feelings. He rises above good and evil, above the contemptible slave morality of normal people. He can realize his true, heroic self, and establish his eternal glory, only through some gigantic act of will.

"Harris was not a wayward boy who could have been rescued," Cullen writes. Harris, the F.B.I. experts believe, "was irretrievable."

Now, in 2004, we have more experience with suicidal murderers. Yet it is striking how resilient this perpetrator-as-victim narrative remains. We still sometimes assume that the people who flew planes into buildings — and those who blew up synagogues in Turkey, trains in Spain, discos in Tel Aviv and schoolchildren this week in Basra — are driven by feelings of weakness, resentment and inferiority. We cling to the egotistical notion that it is our economic and political dominance that drives terrorists insane.

But it could be that whatever causes they support or ideologies they subscribe to, the one thing that the killers have in common is a feeling of immense superiority. It could be that they want to exterminate us because they regard us as spiritually deformed and unfit to live, at least in their world. After all, it is hard to pull up to a curb, look a group of people in the eye and know that in a few seconds you will shred them to pieces unless you regard other people's deaths as trivialities.

If today's suicide bombers are victims of oppression, then the solution is to lessen our dominance, and so assuage their resentments. But if they are vicious people driven by an insatiable urge to dominate, then our only option is to fight them to the death.

We had better figure out who these bombers really are. After Columbine, we got it wrong. 



 Escrito por Rodrigo Farias às 16h03
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   Terrorismo e "martírio"

A Arábia Saudita, o maior produtor mundial de petróleo, tem esse nome por causa da Casa Real de Saud, que a governa desde o século XVIII. O país segue a vertente wahabita do islamismo, que não prima nem pelo pacifismo nem pelo amor a valores como "liberdade" e "democracia" -- os mesmos em nome dos quais o Iraque foi invadido. Curiosamente, porém, os sauditas são os maiores aliados dos EUA no Oriente Médio, já havendo denúncias de que teriam até estabelecido um acordo com o atual governo americano para aumentar a produção de petróleo às vésperas das eleições presidenciais, forçando uma baixa no preço do barril de petróleo e aliviando, em certo grau, a economia americana (vide o novo livro "Plan of Attack", de Bob Woodward, um dos dois jornalistas que investigaram e denunciaram o caso Watergate, que levou à renúncia de Nixon nos anos 70). A intenção de reeleger Bush, caso seja verdade, seria óbvia.

Assim como é óbvia a contradição entre fazer uma guerra em nome de valores liberais e, ao mesmo tempo, apoiar uma monarquia absoluta fundada no que há de mais repressor e linha-dura dentro do islamismo. É evidente que uma "guerra ao terror" que se pretenda séria terá de lidar, em algum momento, com regimes como o saudita. O que levará a um problema duplo, pois não apenas isso significaria, para os EUA, intrometer-se com um aliado, como também mexer justamente com o país mais sagrado para todos os muçulmanos do planeta. Alguém consegue imaginar o que aconteceria se, porventura, um míssil atingisse Meca?

Enfim, essa guerra infindável contra o terrorismo -- e ela pode ser facilmente esticada por anos e anos -- envolve muito mais que derrubar um regime antipático como o de Saddam. Para realmente atingir seus objetivos, os EUA terão ainda outras bombas-relógio fundamentalistas para desarmar, muitas das quais hoje eles chamam de amigos.
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Do The New York Times  de 23 de abril: 

As faces do fanatismo: mártires no exterior, terroristas em casa
Saudita que pratica atentado no Iraque é louvado; ação doméstica é condenada

Neil MacFarquhar
Em Riad (Arábia Saudita)

Na manhã da quarta-feira, apenas algumas horas antes de um ataque suicida que demoliu um prédio da polícia saudita no centro de Riad, a família de um jovem aceita as congratulações pela sua morte na jihad na fronteira com o Iraque, que conta com grande apoio por aqui.

"Ele foi ao Iraque buscando o martírio, devido aos eventos recentes ocorridos por lá", disse Abdullah al-Enezi, referindo-se ao seu irmão caçula Majid, que estudava para ser técnico em computação.

"A política injusta dos Estados Unidos para com os muçulmanos é a principal razão", disse Enezi, por telefone, da casa da família em Al-Kharj, uma cidade ao sul de Riad. "Todos sentem essa humilhação; ele não está só, há vários jovens que desejariam cruzar a fronteira com o Iraque para se juntarem à jihad, mas que não podem fazê-lo. Graças a Deus ele foi abençoado e pôde ir".

Há uma aprovação generalizada por aqui quando a jihad se desenrola no Iraque, mas ninguém aceita a violência quando a jihad ocorre em território saudita, no coração daquele que deveria ser o mais muçulmano de todos os países.

No Iraque, os ataques das tropas dos Estados Unidos são, para muitos, uma evidência de que a ocupação norte-americana de uma terra muçulmana deveria ser revertida. Dos minaretes das mesquitas saem pedidos para que Deus vingue os muçulmanos das ações dos Estados Unidos, e algumas estudantes universitárias exibem camisetas com a foto de Osama Bin Laden por baixo das suas abayas envolventes, a fim de demonstrar a sua aprovação pelos pedidos
de resistência contra os norte-americanos feitos pelo líder da Al Qaeda.

Mas muitos sauditas consideram o ataque realizado aqui na última quarta-feira um crime chocante e sem propósito, especialmente porque os extremistas escolheram como principal alvo governamental um prédio de escritórios ao qual praticamente todos os indivíduos adultos do sexo masculino precisam comparecer para licenciar e emplacar seus carros.

Um grupo auto-intitulado "Brigada das Duas Mesquitas Sagradas" colocou uma mensagem em dois sites da Internet, na quinta-feira (22/04), assumindo a autoria do atentado. Não foi possível verificar a autenticidade da mensagem, na qual o grupo se vangloria, em uma linguagem que lembra bastante a da Al Qaeda, de que o ataque levou devastação ao governo "criminoso e apóstata" da Arábia Saudita, e adverte que haverá novos atentados. Alguns encararam a mensagem com ceticismo, já que ela não menciona o nome do extremista suicida.

O Ministério do Interior anunciou que o número de mortos subiu para cinco - sem contar com o suicida - durante a noite anterior, com a morte de um capitão da polícia. A televisão saudita mostrou um intenso tiroteio entre seguranças e militantes em um bairro residencial na cidade costeira de Jiddah, no qual dois extremistas foram mortos.

"Que deus os amaldiçoe, animais daninhos e povo da impureza, e não da jihad", dizia uma mensagem de um dos sites nos quais foi publicado o texto onde o grupo assume a autoria do atentado. E, para garantir que ninguém perca de vista qual é o alvo do grupo, há uma foto de caixões envoltos na bandeira norte-americana, com os dizeres: "Isso é jihad".

Especialistas no assunto acreditam que a maioria dos sauditas não acredita que a violência doméstica e a externa tenham o menor vínculo. "Quando os indivíduos vêem as operações israelenses na Palestina e a crueldade norte-americana no Iraque, ficam furiosos e frustrados", explica Abdullah Bejad al-Oteibi, um ex-fundamentalista que atualmente trabalha como pesquisador na área de direito.

"Eles são incapazes de controlar a raiva e admiram Bin Laden, e é por isso que tanta gente é voluntária para a jihad", acrescenta. "Mas quando as  operações extremistas ocorrem aqui, as pessoas ficam enfurecidas e se sentem traídas".

Nenhuma autoridade ou analista sabe ao certo quantos extremistas operam nas esferas interna e externa. Embora seja provável que eles se baseiem em argumentos teológicos similares para justificar suas ações, qualquer pessoa
atuando na Arábia Saudita teria que ser bem mais radical para desprezar as pesadas sanções contra aqueles que matam companheiros muçulmanos.

"Eles podem fazer parte do mesmo grupo, do mesmo núcleo de jihadistas", diz Jamal Khashoggi, especialista em grupos islâmicos e assessor do príncipe Turki al-Faisal, o embaixador da Arábia Saudita em Londres.



 Escrito por Rodrigo Farias às 03h01
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"Mas, recrutar alguém para lutar na Arábia Saudita é bem mais difícil do que combater no Iraque", observa ele. "A pessoa precisa ser realmente extremista para acreditar que um país onde a religião é praticada dia e
noite seja apóstata".

Alguns especialistas acreditam que a dificuldade tenha origem em uma interpretação ligeiramente diferente do conceito de jihad pregado pelos ensinamentos wahhabi, que prevalecem no reino. Enquanto a maior parte dos segmentos do islamismo vê a jihad como necessária apenas como resposta a um ataque, os wahhabi a encaram como um meio de difundir a sua religião.

"Ninguém deve jamais iniciar uma luta sem um motivo; a jihad é feita quando se está 'defendendo' uma nação islâmica, como no caso da situação no Iraque e na Palestina", diz Abdel Rahem al-Lahem, advogado e especialista em grupos militantes.

A escola wahhabi, por outro lado, acredita em atacar primeiro o inimigo, diz ele, embora clérigos experientes tenham começado a condenar essa idéia no ano passado, após ataques ocorridos aqui terem provocado a morte de
muçulmanos.

A Arábia Saudita possui uma história complicada com relação à recomendação da jihad, que foi oficialmente sancionada contra os soviéticos no Afeganistão, nos anos 80. A família saudita que governa o país achou que poderia se livrar das alas radicais, mas, ao invés disso, o fato de tê-las patrocinado agora a assombra. O Afeganistão se transformou em um campo de treinamento para vários elementos que procuravam derrubar a monarquia saudita.

Assim, não há uma mobilização similar para ir ao Iraque. "Não acreditamos na invasão norte-americana do Iraque. Ela é ilegal e ilegítima", diz Soliman al-Oadah, um clérigo islâmico que já foi conhecido por expressar posições de linha dura, mas cujos pronunciamentos ficaram mais moderados nos últimos anos.

Mas, ele disse: "Percebemos que permitir que as pessoas sigam para o Iraque é algo que tem muitos pontos negativos. Por exemplo, quando a guerra acabar, eles estarão treinados e modelados de uma forma que poderão sair de controle. Eles poderiam voltar aos seus países de origem e agir de forma errada".

Temendo exatamente um tal desfecho, as autoridades sauditas dizem que estão garantindo que a longa fronteira com o Iraque está selada. Eles instalaram sensores de calor para detectar movimentos, disse uma autoridade, advertindo que é provável que os eventos no Iraque inspirem mais problemas em casa.

"Esses indivíduos são incapazes de fazer qualquer coisa lá, e acham que os governos árabes não estão fazendo nada", diz Sayid A. al-Harthi, principal assessor do príncipe Nayif, o ministro do Interior. "Eles estão consumidos
pelo ódio que transferiram para o seu próprio governo. Se deixarmos, milhares deles cruzarão a fronteira, não só os da Arábia Saudita, mas de todos os países árabes".

Ao invés disso, o governo tem procurado aliviar a pressão, permitindo, por exemplo, que os sermões das mesquitas que, em uma conjuntura comum, são altamente controlados, critiquem duramente os norte-americanos.

"Oh, Deus, vingança contra os Estados Unidos, oh, Deus, vingança contra os seus aliados", o líder de orações na mesquita Príncipe Sultão Bin Abdel Aziz, em um bairro do norte de Riad, orava na última sexta-feira. "Oh, Deus, ordene aos seus soldados que mostre a eles a tortura, oh, Deus, divida-os, oh, Deus, vingança contra eles por aquilo que estão corrompendo no Iraque".



 Escrito por Rodrigo Farias às 02h48
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   A Sabedoria do Amor

Existem constatações, às vezes bem pequenas, e ainda assim preciosas, que nem sempre se verbalizam, mas que percebemos intuitivamente. Elas ficam lá, num recanto da consciência, latentes, esperando a ocasião de se manifestar. Pode ser num momento de necessidade premente, como quando se quer dar um conselho a um amigo, ou num de maior abstração, como quando se precisa dissertar sobre um tema qualquer. Mas é sempre um momento de alegria quando a vida se antecipa e descobrimos essa verdade, até então muda ou apenas guardada, enunciada por outra pessoa. Hoje foi um deles. Visitando o blog de Débora Dallia, achei um desses textos atribuídos a autor de fama, tão apócrifos quanto o Evangelho de Pilatos, mas encantadores de qualquer forma. Um trecho que me chamou particularmente a atenção:

Para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. (...) O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. 

Amor, no sentido pleno, é virtude, não vício; entrega, não dependência. Mais do que sonhar com o que se pode desfrutar com o outro, pensar também no que se lhe pode oferecer e, por meio dele, quem sabe, ao mundo. E ver nisso um estímulo para enriquecer o espírito, apurar dons, cultivar qualidades, corrigir defeitos. Crescer mais para compartilhar mais. Ter a pessoa amada, real ou imaginária, como uma meta em prol da qual todo crescimento vale a pena. Enfim, ver o amor como algo que exige preparação –- uma dignidade a alcançar, como medalhas do espírito. Então, quando chegar a hora, ver-se-á que tudo valeu a pena. Porque, se ninguém vier, se nenhuma “borboleta” aparecer no jardim, ainda assim haverá uma vida que soube se fazer bela.



 Escrito por Rodrigo Farias às 11h26
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   Sensações e impressões

Há alguns dias que venho me sentindo de forma curiosa -- sensação vaga, arisca a definições, que foge às garras da razão como uma névoa, que não se pode conter nem pegar, e no entanto permanece, envolvendo-me a consciência de forma característica. Em horas tais, é inútil buscar apoio em filósofos e cientistas; é preciso recorrer aos poetas. E assim, nessa busca casual por uma resposta a uma pergunta que não se chegou a  formular, deparei-me com estas linhas:
 
ARS POETICA

Um poema deve ser palpável e mudo
como o fruto em globo

Calado
como antigos medalhões nos dedos

Silente como a pedra gasta por mangas
em umbrais onde o musgo cresceu -

Um poema deve ser sem palavras
como o vôo das aves

Um poema deve ser imóvel no tempo
como a lua sobe

Largando, como a lua solta
ramo a ramo as árvores presas na noite,

largando, como a luz atrás do inverno larga
memória a memória, o espírito -

Um poema deve ser imóvel no tempo
como a lua sobe

Um poema deve ser igual a -
não "verdadeiro"

Porque toda a história da dor
uma porta vazia e uma folha de plátano

Porque o amor
as ervas que se curvam e duas luzes acima do mar

Um poema não deve significar
mas ser.

 
(Archibald Mcleish)


 Escrito por Rodrigo Farias às 13h26
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   And the Oscar goes to...

É com extrema satisfação e o ego reanimado que comunico que este blog foi premiado. O site Mirim's Templates concedeu ao Divagações o seu prêmio de blog do mês de março:
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"Vim pra divulgar o vencedor do Blog do mês de Março/04....
E pela 1ª vez o vencedor é um rapaz.... é verdade, a maioria das pessoas que frequentam esse site são mulheres, e eis mais um motivo pra ele ter ganho o prêmio. Além, claro, de ter um blog muito interessante... Um pouco mais sério e politizado que a maioria dos blogs dos visitantes daqui, e justamente por isso merece a visita.
Parabés Rodrigo, pelo seu blog: Divagações - http://azel.zip.net."

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Agradeço à Mirim pelo reconhecimento e a gentileza de recomendar este blog, bem como aos comentários generosos dos leitores que por aqui passam. A audiência é pequena, mas, pelo que se vê, bem selecionada. Obrigado a todos vocês, em especial à Ane (graças a quem fiquei sabendo do prêmio), e espero que este modesto espaço de monólogo possa continuar dentro de suas melhores expectativas.

Um abraço fraternal a todos,

R. 



 Escrito por Rodrigo Farias às 10h38
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, JACAREPAGUA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura, Filosofia, espiritualidade, game music
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